domingo, 27 de setembro de 2020

 Cenário da Economia para 2020


1. Balança de Pagamentos

As perspectivas são favoráveis, o saldo negativo de Transações Correntes ( Balanço Comercial e Balanço de Serviços) tem se reduzido e será financiado pela entrada de investimentos externos. Deve aumentar o volume de reservas do Brasil que continua alto acima de US$ 350 bilhoes. Não causa preocupação 

2. Orçamento Consolidado do Setor Público ( Federa,, estadual e municipal)  e e estatais

O Défice primário ( operacional) em relação ao PIB cresceu e pode alcançar 9%, recorde negativo histórico. A dívida pública sobre o PIB também cresceu muito devido aos programas assistenciais  para reduzir os efeitos negativos da "pandemia do coronavirus". Deve ficar por volta de 95% do PIB, nível de país desenvolvido. É um nível preocupante  e coloca mais urgência na sua redução, seja com menor volume de reservas externas seja via desestatização e reforma administrativa e fiscal.

3. Inflação e Taxa de juros

As taxs de inflação devem oscilar entre 2,5 e 3% ao ano assim a  Taxa de Juros da SELIC pode sofrer leve alteração para cima com o progressivo aquecimento da economia e deve ficar por volta de 3% a 3,5% ao ano.

4. Crescimento Economico

Ese ano a economia esta em progressiva mas lenta recuperação e o PIB pode fechar o ano com queda de .5% sobre 2019.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

CENÁRIO PARA 2017, 2018 E 2019 E SEGUINTES

Elaborar cenários em uma economia globalizada financeiramente e politicamente é uma tarefa quase impossível dado que qualquer cenário, por melhor que seja, está sujeito ás mudanças globais ( econômicas ou políticas) , por meio do fluxo internacional de capitais.

Por outro lado, supondo-se uma condição de normalidade, ou pelo menos ausência de efeitos sistêmicos relevantes, pode-se então fazer algumas suposições:

Agosto de 2016
É crucial a conclusão do processo de impeachment com o afastamento definitivo do poder da Presidente Dilma. Vencida esta etapa o Governo do Presidente Temer será fortalecido e terá maior poder de barganha com o Congresso Nacional.

Política Fiscal - espera-se que ainda no período setembro a Dezembro de 2016 algumas reformas importantes sejam concluídas, ou pelo menos bem encaminhadas. Espera-se que o fortalecimento do Governo Temer leve ao convencimento da sociedade de que o orçamento público precisa de uma gestão mais rigorosa com a redução do elevado defice nominal assumido em 2016, da ordem de até R$ 170 bilhões, ou mais de 3,3% do PIB. A continuidade da contenção dos gastos públicos reformas e a retomada da privatização podem levar a progressiva redução da taxa de défice público nominal pelo PIB, talvez a 2% em 2017 e a menos ainda em 2018. Assim será possível voltar a produzir superavit primário em 2018. Enfim esse processo poderá estabilizar a relação Dívida Pública Interna pelo PIB  até 2020, embora em patamares altos para os padrões dos paises emergentes, acima de 70% do PIB

Política Monetária - Uma vez que a Política Fiscal esteja bem encaminhada, haverá espaço para uma melhora nas expectativas dos agentes econômicos, contribuindo para a redução da inflação e dos juros da Taxa Selic a 12% em 2017 e a 10% em 2018.

Crescimento do PIB. Caso o cenário acima seja viabilizado o PIB poderá crescer 1% ou mais em 2017 e por volta de 1,5 a  2% em 2018.

A realização das reformas de base ( a da Previdência entre elas a  mais importante)  é uma condição para que no futuro o Brasil para crescer a taxas maiores do que 2% ao ano.

Dentro dessas premissas não é fora de razão esperar que cresça o fluxo de capitais internacionais para o Brasil, elevando a Taxa de câmbio ( valorização do real) a aproximar-se de R$ 3 por R$ 1 uns dólar norte americano.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

CENÁRIO PARA 2014

Via de regra anos eleitorais são mais favoráveis para o crescimento da renda  e emprego, o partido governista é beneficiado porque o governo, com o intuito de manter  sua posição, busca agradar os eleitores.

O Brasil, todavia, deve apresentar uma situação econômica em 2014, ano de eleições, talvez até pior do que 2013 e há vários motivos que tem apontado nesta direção:
-  a piora das contas públicas internas devido ao juro real elevado e à inflação em expansão
- a piora das contas externas devido ao menor crescimento da China e à expansão incipiente dos EUA.    

O Brasil tem conhecido o fenômeno da "estagflação", nome criado para caracterizar uma situação onde convivem inflação ( 6% ao ano) e baixo crescimento do PIB ( 1 a 1% ao ano) e essa parece ser a provável tendência da economia para 2014.

Atenciosamente

Prof João Francisco de Aguiar
Universidade Presbiteriana Makenzie (Alphaville)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Cenário para 2012

O corrrente ano está mostrando uma "cara" amarrada, pouco favorável para os negócios em andamento e ainda menos favoráveis para investimentos grandes que requeiram retornos a curto prazo. Antes de dar um panorama melhor desse cenários vamos ver rapidamente o que deve ocorrer com as principais variáveis macroeconômicas:
1. Inflação: deve ficar em torno da meta esperada do Banco Central, proximo de 4,5% ao ano, graças ao baixo ritmo de crescimentoe conômico esperado para o ano, facilitando a administração da pressão sobre os preços;

2. Juros reais: tem sido reduzidos pelo Banco Central. Como a Taxa de Juros da SELIC tem sido reduzida para níveis de 8,5%, os juros reais também tem sido menores aproximando-se dos 4% ao ano, dos mais baixos dos últimos anos. Até o final do ano a SELIC deve ser reduziada para 8% ou menos se o cenário externo ficar como está. Em decorrencia  os juros reais poderao cair para menos de 4% ao ano;
3 PIB: apesar dos menores níveis de juros reais a economia tem demorado a reagir devido à fraca demanda do mercado internaiconal, assim espera-se um crescimento fraco, da ordem de 3% ao ano, muito abaixo do crescimento médio do pos-guerra ( próximo da casa dos 6% ao ano);
4. Taxas de Câmbio dólar para reais: no final do ano deve ficar próximo dos níveis atuais da ordem de US$ 1 para R$ 2,00
A causa mais importante para explicar este cenpário sombrio da eocnomia doméstica é a própria falta de reação da economia internaicional. Vale dizer a esser espeito que os principais mercados estão crescendo  abaixo do esperado:
a) EUA: crescimento fraco, econoia demora a se recuperar, PNB dev crescer entre 1,5 e 2% ao ano
b) Zona do euro: crescimento fraco da ordem de 2% ao ano, mais rápido nos países mais estáveis como a Alemanha e mais fraco nos demais.
c) China: crescimento bem abaixo do mostrado nos últimos anos, mas ainda bem superior ao da média mundial, ao redor de 8% ao ano; 
d) Emergentes: crescimento mais fraco do que o desejado ao redor de 3 a 5% ao ano
Assim o cenário para 2012 deixa poucas dúvidas e as projeções dos economistas tem convergido.
5. Financiamento das contas externas: o defice em contas correntes será financiado com capitais externos de investimentos e financiamentos e, se necessário, com as reservas externas que hoje são bastante elevadas, acima de US$ 360 bilhões..

Cenário para 2013: por ora não acredita-se em motivos suficientes para duvidar de um cenário tão diferente do que está ocorrendo no corrente ano de 2012.Dados as informações disponiveis o cenário deve se repeti, com muita semelhança. 
    

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Copa do Mundo em 2014 e Investimentos Públicos

Todo projeto deve ser tecnicamente analisado e para isso deve ser realizada uma projeção baseada em cenários diversos: o número de cenários varia, o importante é contemplar um amplo leque de variáveis assumindo valores conforme o cenário, do otimista ao pessimista.
Os projetos privados contemplam estimativa das principais variáveis do Balanço e da Demonstração de Resultados e a partir destes demonstrativos pode-se montar um Fluxo de Caixa prospectivo ( 10 a 15 anos em geral), dependendo de cada projeto, contemplando os Investimentos em Capital de Giro e de Capital Fixo para cada ano futuro.
A seguir estes fluxos são trazidos a valor presente por uma taxa de desconto que represente o custo médio dos recursos tomados para a elaboração do projeto.
Finalmente então pode-se comparar vários projetos, segundo seus cenários, com base no Valor Presente Líquido, o critério mais aceito. Há outros como o do Pay-Back ( prao medio de retorno) e por fim o da TIR ( Taxa Interna de Retorno), o mais criticado.
Quando tratamos de projetos públicos ou público-privados, por outro lado, há que se considerar os benefícios sociais do projeto, a possibilidade de obter benefícios maiores em outros projetos, uma tarefa complexa, que transcende o uso destas técnicas, mas que nunca pode dispensa-las, envolvendo também a questao dos benefícios e custos sociais.
Para viabilizar a Copa do Mundo de 2014 o Brasil assumiu ( conscientemente ou não) um valor elevado de gastos em "Estádios" e infra-estrutura respectiva, de retorno duvidoso. A maior dúvida é o uso dos referidos Estádios passada a fase da Copa do Mundo que mal dura um mes completo. Assim os investimentos parecem estar sendo decididos em base mais política do que técnica e os parâmetros de decisão são questionáveis. Uma decisão mais política que ténica e social de elevado risco. Esta é a situação atual em que o país vive, em meados de 2014.
O cenário torna-se mais complexo ainda no Brasil quando recursos de origem pública ( portanto escassos em função das inúmeras possibilidades de uso com as necessidades inesgotáveis da população) são canalizados para os ditos projetos demandados para a realização da Copa do Mundo de 2014.
Como justificar os bilhoes em subsídios e isenções fiscais perante a população local ?
Como justificar perante a opinião pública o favorecimento a este ou aquele clube de futebol ?
Mais ainda, como justificar os bilhões de reais a serem gastos em certos estádios de futebol para uso efêmero ( algumas partidas da Copa do Mundo) com recursos arreacadados de toda população da cidade), em face de necesssidades urgenbtes na saúde, no transporte, na infra-estrutura em geral ? Como assegurar o uso dos etádios após a Copa do Mundo ? como selecionar os parceiros privados para a exploração dos referidos estádios ?
É uma discussão que deveria ser esgotada a nível dos contribuintes, acionadas as Assembléias de Deputados e de Vereadores, respectivamente, do Estado e do Município envolvidos.
É o que a sociedade espera dos homens públicos por ela eleitos.
O processo demanda elevado grau de transparência e os participantes devem ser selecionados por concorrência pública, não há outra saída possível.
Em termos econômicos a Curva de Possibilidades de Produção ( prêmio Nobel Economista Paul Samuelson) mostra que as decisões econômicas devem ser de fronteira ( máxima utilziadação dos recursos disponíveis) e a melhor decisão deve ser aquela que maximize o bem estar social, envolvida toda a sociedade sob pena de aprovação de projetos com baixo benefício x custo em termos econômicos e sociais.
O processo continua apesar dos argumentos contrários. Caberá à história julgar os envolvidos nesse processo de decisão.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

“Competitividade nas Exportações e Gastos Públicos”
Os que apreciam caminhadas preferem trilhas, mais seguras e conhecidas para atingir o objetivo. Caminhos alternativos embutem riscos desconhecidos . Muitos tem-se preocupado com o novo caminho que a economia brasileira tem trilhado, nos últimos anos, por meio da crescente exportação de primários, enquanto importa volumes crescentes de manufaturados, substituindo a produção local. Países hoje já desenvolvidos ou consolidaram sua economia exportando primários, em uma primeira fase, acumulando divisas, para ganhar competitividade na exportação de industrializados e finalmente exportar serviços, ou investiram fortemente em recursos humanos, adquirindo capacidade tecnológica para importar matérias primas, adicionar valor e exportar o produto final com maior valor agregado. Não temos ciência de um país que atingiu o desenvolvimento sustentado exportando primários, em detrimento da sua indústria. Prova disso é o que tem ocorrido com a participação da exportações brasileiras nas exportações mundiais (1): a) em 1950 o Brasil participava com algo em torno de 2,5% das exportações mundiais, por volta de 90% de primários; hoje por volta da metade daquele índice, cerca de 1,3%; b) Do total exportado em 1964 cerca de 85% eram básicos, taxa que declinou, como esperado, para cerca de 22% em 2005, graças ao aumento da participação dos manufaturados e semi-manufaturados e c) De 2006 para cá esta situação inverteu-se, passando os produtos básicos a 42% do total exportado em 2008. Tome-se por exemplo o caso da China com a qual foi firmada uma “parceria” pelo governo anterior (2004): de um lado fortaleceu o Fluxo de Caixa ( curto prazo) do país, elevando as reservas externas, com a forte exportação de básicos, por outro criou problemas estratégicos a longo prazo para nossa indústria exportadora, dado que este país tem fechado seus mercados para nossos manufaturados, alegando ter um baixo custo de fatores relativamente ao Brasil. É “claro como cristal” que parte significativa da competitividade chinesa deve-se não apenas a uma larga oferta de mão de obra de baixo custo relativo ( trabalhadora incansável, sim, porém remunerada abaixo do mercado devido aos restritos salários e direitos sociais) e uma parafernália de subsídios (fiscais e financeiros, diretos e indiretos), além de um câmbio artificialmente depreciado, práticas não condizentes com uma “Economia de Mercado. Uma frase atribuída a Deng Xiaoping, ex-líder do regime chinez dá alguma pista: “It doesn´s matter if a cat is black or white, so long as it catches mice”. Já a alegada falta de competitividade de alguns segmentos exportadores da indústria brasileira tem explicação em uma série de fatores que atingem com menor intensidade nossos parceiros comerciais. As causas são de origem interna, a exemplo do “custo Brasil” (elevada carga tributária, altos juros reais, deficiente infra-estrutura de transportes, entre outros, onerando os custos de produção) e externas, como a valorização do real em função da queda contínua do dólar nos mercados desde 1971, com a quebra de Bretton Woods e a recente valorização das commodities ( em grande parte inflada por desenfreada especulação financeira internacional). As causas externas citadas têm sido importantes para explicar a valorização cambial do real, a qual tem sido agravada ainda pelo diferencial de juros reais pagos pelos títulos públicos brasileiros ( atrai capitais especulativos para a renda fixa) e pela redução do risco Brasil ( expectativa positiva com a exploração do pré-sal e o bom desempenho da exportação de primários). Já foi dito que esse fenômeno parece semelhante ao que ocorreu com a Holanda nos anos 60 quando a descoberta de petróleo valorizou o florim, permitindo ganhos em divisas por um tempo, mas prejudicando a competitividade industrial no longo prazo. De forma análoga febre alta que não cede (juros reais elevados no Brasil) indica que o paciente ( a economia) sofre de uma virose; a prescrição é perder gordura, criar anticorpos e reforçar a musculatura. Parte crucial do tratamento desse paciente passa pela retomada das “Reformas de Base” ( Fiscal, previdenciária, etc.). Para sustentar os gastos públicos no Brasil “arrecada-se anualmente 35% do PIB, mais do que nos EUA (24%), na Suíça (30%), no Reino Unido (34%) e nos emergentes abaixo de 25% do PIB (2). Urge reduzir o peso do Estado para desonerar as exportações da indústria, assim restaurando a competitividade exportadora nos produtos de maior valor agregado. Elevar impostos é o mesmo que “matar a galinha dos ovos de ouro”, um final já conhecido, além de estimular a informalidade. O chamado “Consenso de Washington”, concebido, nos anos 80, pelos mais desenvolvidos ( Inglaterra e EUA), receitou a redução do tamanho do Estado e da carga fiscal (entre outros pontos) como aspectos críticos para restaurar a competitividade do setor privado na economia. Os países que não fizeram o seu dever de casa, desde então, a exemplo da Grécia, Irlanda e Portugal, com taxas acima de 80% de Dívida Pública Interna sobre o PIB, hoje estão sendo penalizados e considerados risco especulativo pelos investidores e financistas internacionais, necessitando até recorrer a fundos institucionais. O capitalismo financeiro (enquanto não regulado) têm ditado regras. Capitais buscam países de menor risco e melhor perspectiva e seus gestores são formadores de opinião, influenciando os credores e investidores. Tanto o setor público como o privado tem que ser viáveis para a economia ser competitiva e criar riqueza na Economia do Conhecimento. Tem havido boas intenções e esforços governamentais nesse sentido, a curto prazo, entretanto decisões políticas estruturais são determinantes para alcançar os resultados desejados a longo. (1) MDIC - Ministério do Desenvolvimento. (2) NOBREGA, Mailson. Tributos: menor independência ou morte. São Paulo: Revista Veja, março 2011. P.26.

João Francisco de Aguiar
Economista, doutorado em administração de empresas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Economia em 2011: o vôo do pardal no Plano Real

Economia em 2011: o vôo do pardal no Plano Real

No início do corrente ano fizemos um artigo (1) buscando auxiliar o empresariado a balizar seus orçamentos, sempre evitando o “economês”,. O artigo de 2010 [1] foi conservador na intensidade do crescimento, mas acertou nos juros e inflação:
1 – A inflação ficou acima da meta ( 4,5%) como esperado, devendo fechar 2010 acima dos 5,5% ao ano, alta justificada pelo excesso de gastos públicos e pela alta dos preços das commodities no exterior; 2- Para controlar a inflação os juros também subiram como previsto, a Taxa Selic ( taxa piso dos títulos públicos) passou da casa dos 8% para 10,75%; 3 – Para o crescimento da economia ( PIB) em 2010 estimávamos algo na média histórica, de 5 a 6%, um pouco mais forte do que nos anos anteriores do Governo Lula, mas a economia cresceu mais forte, batendo na casa dos 7,5%, em função da maior intensidade dos gastos federais, um efeito internacional conhecido, na época das eleições e 4 -. O excesso de crescimento de 2010 teve seu preço com a piora das contas externas como previsto. O crescimento acelerado puxou as importações e, por outro lado, o câmbio valorizado tem reduzido o incentivo às exportações. Têm sofrido os produtos manufaturados e as comodities tem sido beneficiadas. É a chamada “ desindustrialização”. Um fato grave para o qual ainda não há solução encaminhada.
Assim, o ano de 2010 mostrou uma típica “ Economia de Pardal”, marcada por vôos curtos, cíclico, com altos e baixos. O vôo mais alto de 2010 deve ser sucedido pelo mais baixo de 2011, cenário a seguir: 1- Contas Externas:devem fechar sem maiores problemas com os capitais externos para o mercado financeiro e investimentos, cobrindo o maior saldo negativo das transações correntesdas; deve continuar a piorar o salão da conta comercial pelos motivos já expostos acima; 2- O juro real tupiniquim continua na ponta, dentre os três maiores dos emergentes, atraindo investidores especulativos em renda fixa; 3 – A taxa de juros da Selic continua no ciclo de alta, devendo sofrer algum reajuste para algo acima de 11% ,complementando o aperto na política creditícia. . O BACEN já subiu o depósito compulsório nos Bancos Comerciais neste final de 2010; 4 – O crescimento do PIB será menor, voltando à casa dos 4 a 5%, devido à freada necessária na economia, que se dará por conta de algum corte nos gastos públicos e contenção do crédito via política monetária, processo já em andamento e 5 – Taxa de Câmbio: continuam as pressões para valorização do real ante o dólar e o BACEN deve continuar a comprar dólares, engordando as reservas externas. A não ser que haja algum evento negativo externo a taxa de câmbio deverá ficar próxima dos níveis atuais de US1 = R$ 1,65- R$ 1,70. Projetar dados econômicos sempre deve considerar o risco de eventos externos negativos que podem levar à saída de capitais e à súbita desvalorização do Câmbio como ocorreu em 2008-2009, com a taxa superando R$ 2 por US$ 1. Derivativos devem ser utilizados apenas para “hedge” ( proteção), sob pena de graves perdas financeiras como ocorreu com várias empresas grandes em 2008-2009. Papai Noel” em 2011 deverá ser carrancudo em 2011, uma “cara” mais fechada para os consumidores turbinados a crédito. Empresários devem revisar para baixo seus orçamentos sob pena de maior endividamento para sustentar estoque ocioso nas prateleiras. Cenário bom para renda fixa sobretudo a pós –fixada e mais conservador para o mercado de ações. Novos projetos devem ser reavaliados. A economia brasileira às vezes lembra aquele condutor pouco hábil no volante que acelera forte sem tirar o pé do freio ( crescimento e juros reais elevados em 2010). Sem as reformas o país vai ficar no ciclo dos vôos curtos, como o pardal ( o Brasil), que sente “água na boca” ao vislumbrar ao longe o vôo da águia. ( a China).
[1] Ver artigo de 2010 em http://www.tribunatp.com.br/modules/publisher/item.php?itemid=991