quinta-feira, 4 de agosto de 2016

CENÁRIO PARA 2017, 2018 E 2019 E SEGUINTES

Elaborar cenários em uma economia globalizada financeiramente e politicamente é uma tarefa quase impossível dado que qualquer cenário, por melhor que seja, está sujeito ás mudanças globais ( econômicas ou políticas) , por meio do fluxo internacional de capitais.

Por outro lado, supondo-se uma condição de normalidade, ou pelo menos ausência de efeitos sistêmicos relevantes, pode-se então fazer algumas suposições:

Agosto de 2016
É crucial a conclusão do processo de impeachment com o afastamento definitivo do poder da Presidente Dilma. Vencida esta etapa o Governo do Presidente Temer será fortalecido e terá maior poder de barganha com o Congresso Nacional.

Política Fiscal - espera-se que ainda no período setembro a Dezembro de 2016 algumas reformas importantes sejam concluídas, ou pelo menos bem encaminhadas. Espera-se que o fortalecimento do Governo Temer leve ao convencimento da sociedade de que o orçamento público precisa de uma gestão mais rigorosa com a redução do elevado defice nominal assumido em 2016, da ordem de até R$ 170 bilhões, ou mais de 3,3% do PIB. A continuidade da contenção dos gastos públicos reformas e a retomada da privatização podem levar a progressiva redução da taxa de défice público nominal pelo PIB, talvez a 2% em 2017 e a menos ainda em 2018. Assim será possível voltar a produzir superavit primário em 2018. Enfim esse processo poderá estabilizar a relação Dívida Pública Interna pelo PIB  até 2020, embora em patamares altos para os padrões dos paises emergentes, acima de 70% do PIB

Política Monetária - Uma vez que a Política Fiscal esteja bem encaminhada, haverá espaço para uma melhora nas expectativas dos agentes econômicos, contribuindo para a redução da inflação e dos juros da Taxa Selic a 12% em 2017 e a 10% em 2018.

Crescimento do PIB. Caso o cenário acima seja viabilizado o PIB poderá crescer 1% ou mais em 2017 e por volta de 1,5 a  2% em 2018.

A realização das reformas de base ( a da Previdência entre elas a  mais importante)  é uma condição para que no futuro o Brasil para crescer a taxas maiores do que 2% ao ano.

Dentro dessas premissas não é fora de razão esperar que cresça o fluxo de capitais internacionais para o Brasil, elevando a Taxa de câmbio ( valorização do real) a aproximar-se de R$ 3 por R$ 1 uns dólar norte americano.

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